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MASTOLOGISTA DÁ
ORIENTAÇÕES PARA QUEM PRETENDE COLOCAR OU JÁ TEM PRÓTESE DE
SILICONE.
Colocar um implante de silicone
já deixou de ser um sonho distante para muitas brasileiras. A
popularização da cirurgia e as facilidades de pagamento abriram
a possibilidade para um grande número de mulheres. Hoje, depois
dos Estados Unidos, o Brasil é o país onde mais se realizam
cirurgias desse tipo, com cerca de 30 mil casos por ano. Mas,
mesmo sendo uma cirurgia simples, alguns cuidados devem ser
tomados antes e depois da colocação de próteses. O mastologista
Rodrigo Campos Christo, do Hospital e Maternidade Vera Cruz
Contorno, dá algumas orientações para quem pretende se submeter
ao procedimento.
“A primeira coisa que a
mulher deve fazer é procurar um mastologista, para realizar uma
avaliação completa”, diz o especialista. O médico vai examinar
as mamas e solicitar uma mamografia e/ou um ultra-som mamário.
Esses exames vão mostrar se há alguma lesão não palpável de
aspecto benigno ou com suspeita de malignidade. “Caso seja
diagnosticado algum problema, devemos tratá-lo antes da
colocação das próteses”, ressalta Christo. Caso não haja nenhuma
alteração, a paciente está liberada para cirurgia.
Na maioria dos
casos, o acompanhamento clínico de pacientes com implantes
mamários é o mesmo para mulheres sem próteses. No entanto,
atenção especial deve ser dada à interpretação das mamografias,
já que as próteses comprimem a glândula contra a pele,
dificultando a visualização e detecção de pequenas alterações.
Para mulheres com alto risco de
câncer de mama, o mastologista faz um alerta. “Essas pacientes
devem estar cientes das dificuldades que um implante poderá
promover em seu acompanhamento clínico e radiológico. A prótese
não causa nem favorece o aparecimento da doença, mas pode
dificultar a visualização de alterações nos exames, atrasando o
diagnóstico e tratamento”, destaca. Nesses casos, é necessário
que a paciente e o médico fiquem atentos a qualquer
tipo de alteração, inclusive porque a prótese interfere na
sensibilidade da mulher durante o auto-exame.
Outro problema que ainda
persiste, mesmo com a evolução dos materiais usados nos
implantes, é a diminuição da resistência das próteses com o
passar dos anos. Por isso, é aconselhável a substituição das
mesmas a cada oito ou dez anos. Os exames mais comuns para
detectar rupturas são a mamografia e o ultra-som. No entanto, um
novo exame, a Ressonância Nuclear Magnética das mamas consegue
detectar problemas na prótese e nas mamas de difícil avaliação
com mais precisão. Mesmo sendo um procedimento novo, ele já está
disponível em Belo Horizonte. “É muito importante que a mulher
faça esse acompanhamento das próteses. Quando ocorre uma
perfuração, o silicone pode extravazar pelo tecido mamário e se
alojar em outras regiões, causando problemas sérios”, alerta o
mastologista. Pela mesma razão, o especialista reforça o
conselho dos cirurgiões para que a mulher nunca recorra a
pessoas não especializadas para os implantes. “Já vimos muitos
casos de pacientes que utilizam injeções de parafina ou silicone
livre nas mamas. Esses materiais causam sérios danos ao
organismo, podendo levar a graves problemas à mulher”, afirma.
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