Djenane Pamplona, responsável pelo projeto
(à esquerda) e Em
parceria com a clínica de Ivo Pitangy, Djenane desenvolveu
projetos que, com a ajuda de programas de computadores,
analisam o envelhecer do rosto
(à direita)
Algumas ruguinhas no rosto não são suficientes para
definir quando uma pessoa está envelhecendo. Pode parecer
estranho, mas envelhecer é também uma questão matemática.
A professora Djenane Pamplona, do Departamento de
Engenharia Civil, em parceria com a clínica de Ivo
Pitanguy, está desenvolvendo o projeto Modelagem
matemática do envelhecimento, que descreve o processo de
envelhecer matema-ticamente.
Através de fotografias de rostos com idades distintas,
Djenane comparou e percebeu quais áreas da face caem ao
longo da idade. "Esse é um projeto para saber o que é
envelhecer matematicamente; porque biologicamente todo
mundo sabe: é a pele perdendo elas-ticidade", explica
Djenane.
A vantagem de conhecer qual o movimento do rosto ao
envelhecer está na possibilidade de se realizar um
cirurgia plástica, de forma que o paciente fique mais
parecido com o que era antes. "Na hora da cirurgia, em vez
de puxar a pele aleatoriamente, o médico sabe quais os
pontos puxar, os que são propícios a cair", diz Djenane.
Com a pesquisa, se concluiu que a gravidade tem grande
influência no envelhecimento facial.
Atualmente a clínica de Pitangy trabalha com um programa
de computador também criado e desenvolvido por Djenane. O
programa envelhece ou remoça a fotografia de uma pessoa
prevendo como ficará seu rosto antes e depois.
Junto ao projeto da Modelagem Matemática do Envelhecimento
, a professora coordena outras pesquisas que estão em
andamento. Uma, é o Projeto de Expansão de Pele. Quando
uma pessoa se queima, não há pele suficiente para cobrir a
parte danificada; e conseguir pele de doadores, muitas
vezes, traz complicações. Com o projeto é possível
realizar um transplante com a pele da própria pessoa.
"Colocamos uma bolsinha sob a pele e vamos injetando um
líquido específico. Ela expande como a barriga de uma
mulher grávida", explica a professora.
Outra iniciativa de Djenane é a criação de uma muleta. Em
sua opinião as muletas atuais são mal calculadas e têm um
design feio. A idéia é utilizar um material leve e
resistente e trabalhar com algum desenhista industrial. No
momento, Djenane está realizando os primeiros testes para
caracterizar quais as tensões que o corpo exerce na
muleta.
Tudo é realizado na PUC pela professora e um grupo de
alunos. "As idéias são minhas e tudo é feito por eles. É
uma turma ótima", diz Djenane que trabalha na universidade
desde de 80, já tendo trabalhado antes, durante a década
de 70.
PUC