Batons em beleza

15/10/2004

Os batons têm sido usados desde o tempo dos sumérios, datando de 7000 a.C. A prática tem sido legada por muitas gerações, dos egípcios aos assírios, depois aos babilônios, aos persas e aos gregos, aos romanos até às civilizações modernas. O batom dos dias de hoje foi introduzido por volta de 1920, quando foi inventado o formato "de empurrar para cima", ainda em uso.

Formulação

O batons são misturas de ceras, óleos e pigmentos em concentração variável para produzir as características do produto final. Por exemplo, um batom elaborado para permanecer nos lábios por um período de tempo prolongado é composto por altas concentrações de cera, baixas de óleo e alta de pigmento. Por outro lado, um produto elaborado para dar uma sensação suave e cremosa nos lábios é composto por baixo conteúdo de cera e altas concentrações de óleo.
As ceras comumente incorporadas às formulações dos batons são as de abelha branca, candelilla, carnaúba, ozoquerita, lanolina, ceresina e ceras sintéticas. Geralmente, os batons contêm uma combinação dessas ceras, selecionadas e misturadas cuidadosamente para dar o ponto de fusão desejado. São então selecionados os óleos, como o óleo de rícino, o óleo mineral branco, o óleo de lanolina, os óleos vegetais hidrogenados ou o oleil álcool, para formar uma película adequada para a aplicação aos lábios. Os óleos também são necessários para dispersão dos pigmentos.
São usados vários tipos de agentes de colorimento nos batons. A coloração indelével, ou coloração dos lábios que não se dissipa facilmente, é obtida pelo uso de bromoácidos, consistindo em fluoresceínas, fluoresceínas halogenadas e corantes hidrossolúveis relacionados. Outros pigmentos consistem em material corado insolúvel e cores de laca. As lacas metálicas são corantes insolúveis precipitados ou "laqueados" num substrato metálico, por exemplo, o alumínio. O azul no 1 da Food, Drug, and Cosmetic (FD&C) é um azocorante precipitado em alumínio, o que transforma o corante insolúvel em pigmento. Outras cores de laca são baseadas em sais de cálcio ou de bário.

Reações adversas
Vários ingredientes peculiares à formulação de batons podem causar dificuldade em paciente sensibilizada. O óleo de rícino, encontrado na maioria dos batons, por sua excelente capacidade para dissolver corantes de bromoácidos, raramente pode causar dermatite de contato alérgica. Os sensibilizadores mais comuns dos batons em meados da década de 1920 foram os corantes de bromoácidos, um dos quais é a eosina (Drug and Cosmetie [D&C] Vermelho no 21). A eosina era usada comumente nos batons vermelhos indeléveis, populares naquela época. Esses batons indeléveis agora estão voltando porque as profissionais ativas querem um produto para lábios de longa ação.
A segurança dos agentes de coloração usados nos batons tem recebido muita atenção em razão da inevitável entrada dos batons na boca. A Food and Drug Administration (FDA) divide as cores autorizadas nas três categorias a seguir: cores FD&C, cores D&C e cores External Drug and Cosmetic. Somente os dois primeiros grupos podem ser usados em batons. As cores de External Drug and Cosmetic só podem ser usadas em locais em que não haja probabilidade de entrar na boca.
Os cosméticos para os lábios podem ser submetidos a testes de contato abertos ou fechados, desde que seu potencial de irritação seja baixo.

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