Você,
com certeza, já deve ter ouvido alguém falar em manchas
senis. Elas receberam este nome popular porque costumam
aparecer em pessoas com idade mais avançada. No entanto,
estas manchas não são provocadas pela idade e sim pelo dano
causado pelo sol ao longo dos anos. Só que este dano leva
tempo para aparecer e, por isso, as melanoses solares são
mais comuns em pessoas de idade, daí o nome senil.
É fácil comprovar que a
mancha senil é, na verdade, uma mancha solar. Basta olhar a
pele da região das axilas e parte interna dos braços, que
ficam protegidas do sol, e ver que, apesar de terem a "mesma
idade" que a pele afetada pela melanose solar, ali não se
encontram as manchas senis.
As melanoses solares são
manchas escuras, de coloração castanho a marrom, geralmente
pequeninas mas que podem chegar a alguns centímetros de
tamanho. Elas surgem apenas nas áreas que ficam muito
expostas ao sol, como a face, dorso das mãos e dos braços,
colo e ombros. São mais frequentes em pessoas de pele clara.
Seu surgimento decorre do
aumento do número de melanócitos (célula que produz o
pigmento que dá cor à pele) e da sua atividade, produzindo
mais melanina e causando as manchas.
Prevenção e
tratamento
O ideal é a prevenção do
surgimento das manchas, que deve ser feita através do uso de
proteção solar nas áreas continuamente expostas ao sol, onde
as manchas se manifestam. Não é apenas o sol da praia ou
piscina, mas também o sol do dia a dia, que paulatinamente
vai danificando as células que, no futuro, vão sofrer
alterações e dar origem às manchas.
O tratamento pode ser feito
de várias maneiras, como a
cauterização química, a
criocirurgia, a
dermoabrasão, os
peelings químicos e o uso do laser. Os resultados
costumam ser bons, desde que a técnica seja empregada de
forma adequada. O exagero na aplicação pode deixar manchas
claras ou até mesmo cicatrizes residuais. O profissional
treinado para estes tratamentos é o médico dermatologista.
Responsável:
Dr. Roberto
Barbosa Lima